terça-feira, 24 de setembro de 2013

So far away


Então eu percebi que não era ele que me fazia mal, era eu mesma. Eu ainda não tinha encontrado o equilíbrio, ainda não sabia lidar comigo mesma e precisava aprender a dosar meus sentimentos antes de despeja-los todos de uma vez só na vida do outro. Sempre fui desequilibrada, dessas que metade é intensidade e a outra é exagero. Ou é muito ou é nada. Ou é intenso ou não existe. A ferro e fogo, oito ou oitenta, a verdade é que sempre fui feita de extremos. Percebi que toda vez que desejo o sentimento alheio é porque busco no outro um equilíbrio pra minha vida e é aí que eu erro. Para ser dois, antes, é necessário ser um, e eu sou cheia de ausências. Sou pedaços. Incompleta. Meus vazios transbordam e é por isso que intensifico os meus sentimentos, porque essa é a única parte de mim preenchida. Vivo com a expectativa de que essa partezinha de mim compense as que faltam, mas o que preciso aprender é que não é dessa forma que vou me tornar inteira. Sempre fui um peso na vida das pessoas, na dele não menos. Estava desequilibrando o mundo dele e de estragos já bastam os que eu faço na minha vida. Finalmente compreendi que ele já é completo, ele não possui ausências como eu. Não há necessidade de intensidade porque ele já alcançou o equilíbrio. Ele está pronto para voar. Mas eu sou pesada demais, uma de minhas asas está sobrecarregada de sentimentos enquanto  a outra está livre, sem nada. Eu não queria deixa-lo preso só porque ainda não consigo voar. Por enquanto sou escrava de uma prisão que eu mesma criei. Quem ama não prende, deixa livre e eu o libertei  e o deixei voar com a convicção de que no momento certo ele virá me buscar para voarmos juntos. Mas por enquanto isso não é possível e não quero deixa-lo preso só porque minhas asas são pesadas demais. Amar talvez seja isso: renunciar a própria felicidade em prol da felicidade do outro. Porque o amor é essa mistura de confiança e esperança. A felicidade tem gosto de doação, e eu abdiquei do meu egoísmo, porque finalmente descobri que o amo. 
Ei meu anjo, espero que tenha sorrido. Se sorri daí minha alma, mesmo sem saber, sorri daqui também.    
                                                                                                                            - Betina Pilch.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Reticências


Nunca soube lidar com começos, assim como nunca soube lidar com meios e fins. A verdade é que eu sou do tipo que não sabe lidar com a vida.
Não sei ao certo em que momento você começou a ser o meu ponto de paz, minha fonte de alegrias, o motivo dos meus sorrisos bobos. Não sei quando foi que eu me descuidei e deixei você habitar o meu coração. Eu achei que estivesse bem trancado, então como você entrou, menino? 
Acho que é verdade aquela história de que os sentimentos superam todas as barreiras e obstáculos. Não adianta trancar as portas e fechar as janelas, nem mesmo ignorar as batidas e os chamados, o sentimento vai lá e passa pelo vãozinho da fechadura se necessário e de repente se instala dentro do seu coração. Logo você se acostuma com a presença dele lá dentro, até que um dia você percebe que ele já é uma parte de você. 
E quando eu vi aquele olhar eu tive a certeza de que estava apaixonada. Aquele olhar que ainda não me pertencia, mas eu gostava de acreditar que sim. Ele não era meu, não inteiramente, mas eu estava aprendendo a lidar com frações. 
Eu que sempre fui poesia estava tendo que lidar com um sentimento extremamente matemático e diariamente eu tentava descobrir uma fórmula para transformar aquela fração em um número inteiro. O problema é que eu nunca fui boa com cálculos.
Eu gostaria de dizer que vivemos uma história de amor desde o "Era uma vez", mas não, vivemos uma história harmônica e fomos escrevendo os sentimentos conforme foram se passando os capítulos. Nossa história não teve um fim, está incompleta, e nós narradores-personagens só estamos sofrendo de insuficiência poética e para não danificar o enredo optamos por pausá-la. Eu ainda sonho com o dia que olharei para os seus olhos novamente e ainda sorrio só de pensar. Quem sabe nesse dia quando eu olhar bem no fundo dos seus olhos eu desvende os seus mistérios. Talvez seus olhos revelem seu coração e a sua alma. Quem sabe, com muita sorte, eu me encontre neles. 
Mas de tudo que você poderia ter sido, você preferiu ser um anjo. Um anjo que mesmo sem asas me ensinou a voar. Um anjo que me proporcionou um pedacinho do céu, pedacinho que foi o suficiente para me tornar infinita.
Hoje eu flutuo e a causa é você, que trouxe à minha vida paz em plenitude. E se hoje eu não perco o meu sorriso foi porque você deu a ele a imortalidade. Hoje meu sorriso é imortal, imortal como o seu encanto, meu anjo.
                                                                                                                                  - Betina Pilch.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Quando eu crescer quero ser criança - Por Betina Pilch


Olhar para fora com esperança de enxergar o que habitava seu interior era a sua mania. Mas naquele dia era diferente, tudo parecia novo, e essa novidade era confusa demais para que ela compreendesse.
Ela olhava para a cortina de renda que cobria a janela do seu quarto e tinha a sensação de estar no passado. Aquela cortina, a iluminação... tudo, de repente, lembrava a sua infância. E, por alguns instantes, ela teve acesso aos detalhes daquela mente. A mente daquela menina de seis anos de idade. A menina que ela já foi um dia.
Quão belo era o mundo visto através dos olhos daquela menininha de cabelos cacheados volumosos, de olhos pequenos e lábios grossos. Aquela menininha que detestava pentear os cabelos e ter que perder seu tempo se arrumando para almoçar na casa da avó ou da madrinha, ou para ir à festinha de aniversário da prima. Ela tinha sede de viver. Ela queria brincar. Ela não gostava de perder tempo se arrumando, porque mesmo sendo pequena ela tinha consciência de que ia voltar para casa com os cabelos bagunçados após ter corrido o dia todo e pulado na cama elástica. Ia acabar a festa com a roupa toda suja por ter brincado na terra e com as sandalinhas nas mãos porque seus pés estariam sujos por ela andar descalça o dia todo.
Os adultos eram tão chatos! Nunca entendiam que ela adorava andar descalça na terra. “Vai por o calçado se não você vai ficar doente!” – Eles gritavam toda vez.
Eles não entendiam que era mágico tomar banho de chuva. “Já pra dentro! Você vai pegar um resfriado.” – Ordenavam assim que os primeiros pingos de chuva começavam a cair. Eles eram tão chatos! Que pessimistas rogadores de praga.
Aquela menininha tinha o coração tão bonito, a mente tão inocente, a visão tão simples.
Recordo que uma vez ela levantou da cama e viu seu reflexo na porta do quarto e gritou: “Manhê! Olha isso, meu cabelo tá parecendo um solzinho”. Brava ela continuou olhando seu reflexo na porta, vendo aquele cabelo armado e bagunçado que mais parecia raios de sol iluminando todos os lados. Ela via isso como algo negativo, lembrava dos desenhos que fazia na escola e via que seu cabelo parecia com o sol que ela tanto desenhava. Bateu os pezinhos e gritou: “Por que meu cabelo tá parecendo um solzinho?”.  
Aquela menininha que adorava dançar, andar de bicicleta, roler e patinete. A mesma que se trancava no quarto e ficava horas arrumando o cenário para brincar com as suas bonecas e quando terminava desistia de brincar, porque estava cansada demais. Ou que pegava suas Barbies e ficava criando diálogos sozinha, como se aquelas pequenas bonecas realmente estivessem conversando. E, então, ela passava a tarde toda repetindo antes das falas: “Aí ela disse...” como se fosse a narradora de cada diálogo.
Ela tinha a imaginação do tamanho do mundo e sua criatividade parecia inesgotável.
Ela adorava brincar de escolinha, amava imaginar que era professora. Pegava seu giz, escrevia em seu pequeno quadro dentro da sua casinha de bonecas e passava a tarde ensinando suas bonecas e seus ursinhos.
A pequenina sem preocupações complicadas, a pequenina que vivia intensamente, a pequenina que formou os detalhes da personalidade dessa garota de dezesseis anos de hoje.
Essa garota que sorri ao lembrar da sua infância e que percebe quão bobo é complicar a vida, já que a felicidade habita os pequenos detalhes - tantas vezes despercebidos. Ela sorri, porque aquela menininha de seis anos de idade ainda vive dentro dela. Essa menininha se mostra viva todas as vezes que a garota de dezesseis anos vai descalça à cozinha e ouve o pai gritar: “Vai por já um chinelo menina! Quer ficar doente?”. A menininha brilha dentro daquela garota toda vez que chove e ela sente uma vontade intensa de correr na chuva.
Hoje, aos dezesseis anos, essa garota sente aquela criança brincar em seu coração e gritar: “Ei, você não vai mais ensinar apenas bonecas e ursinhos, você logo vai ensinar gente de verdade!”. E nesse instante a garota se sente feliz ao ter certeza que será professora, ao saber o que cursará na faculdade e prossegue sorrindo ao perceber essa relação entre a menininha que ela já foi e a garota que ela é.
Ela sorri, porque nem tudo está perdido. Aquele medo que ela sentia quando pequena não se concretizaria: “Será que quando eu crescer serei chata igual os adultos?”. Ela não seria uma adulta chata, talvez ela nunca se tornasse uma adulta de verdade, porque enquanto aquela menininha viver dentro dela, ela ainda verá o mundo com seus olhos de criança.
A garota após sentir a menininha pular e dançar dentro dela, levanta e começa a dançar também. Dança ao som de suas músicas preferidas rodando até ficar tonta por todo o seu quarto, assim como fazia quando criança. Roda até ver seus livros se triplicarem diante de seus olhos e sorri, sorri até gargalhar, e nesse momento ela se sente criança de novo. Olha para aquela cortina de renda e agradece por sua mãe nunca ter comprado cortinas novas. Olha para a cor das paredes e agradece por nunca terem sido pintadas com alguma cor diferente. E mesmo aquele quarto não sendo o mesmo quarto de quando ela era criança, ela vê ali detalhes antigos que nunca morrerão. E agradece por ter uma vida tão bonita, tão divertida e tão simples, assim como era há dez anos.
A garota olha pela janela e se sente satisfeita por ter enxergado lá fora tudo aquilo que habitava o seu interior. Se sente realizada por saber que seu interior ainda é bonito, inocente e simples, graças aquela menininha que com muito carinho fez do coração daquela garota um eterno jardim de infância.
                                                                                                                                     - Betina Pilch.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

As artimanhas do amor


Aquele quarto nunca pareceu tão grande. Aquele chão nunca pareceu tão vulnerável. Aquele teto nunca pareceu tão frágil. E ainda assim, ela nunca havia se sentido tão segura.
Fazia dias que sua mente devaneava sempre para o mesmo lugar, para o mesmo horizonte. A razão já não a pertencia mais. Ela já não possuía controle sobre aqueles sentimentos, eles haviam a dominado por inteiro.
Cabe à razão averiguar como usufruímos das paixões, já que a força das paixões está em iludir a alma com razões enganosas e inadequadas. Mas seu coração já havia escravizado sua consciência sem possibilidade de carta de alforria. Os brados da razão tornaram-se apenas sussurros - sussurros emudecidos pela melodia do amor. Melodia tão contagiante que desde aquele dia, no alto daquela pedra, fazia seu interior dançar com a música no “repeat”. Melodia despertada pela voz mais singular que ela já tinha ouvido. A voz da pessoa mais incrível que ela já tinha conhecido. A mais bela voz. A voz dele.
Ele que possuía o olhar mais meigo que ela já havia visto. Um olhar que brilhava. Um olhar iluminado. Olhos que pareciam estrelas, os mais bonitos de toda constelação.
Ele que possuía o sorriso mais inocente, sorriso infantil, sorriso de criança, o mais delicioso sorriso. E ela sorria todas as vezes que imaginava ele sorrir.
Ele que possuía o coração mais apaixonante do mundo. O coração que completava o dela. O encaixe perfeito. A batida mais afinada. Não restavam dúvidas, aqueles dois corações estavam destinados a se completar, eram a dupla perfeita e cada nota por eles tocada se tornava orquestra.
Tamanha era a distância que abafava o som daquela canção, mas os quilômetros entre eles desapareciam a cada palavra compartilhada, a cada sinal de importância exposto. E ela sabia que esperaria por ele, percorreria aquela distância para reencontrá-lo se preciso, faria de tudo para ouvir seu coração tocando, dançando, cantando junto ao dela no palco da vida, tendo cada respiração como plateia daquele lindo show.
Tamanha era a saudade que tentava diminuir a voz do seu coração, mas não importava. Se o coração ficasse rouco ou perdesse a voz, ambas as metades ao se reencontrarem apreciariam o silêncio e em seguida seriam plateia de duas almas cantando em uníssono.
Ela adorava imaginar o capítulo seguinte daquela história. Ela adorava sonhar com o abraço dele, o abraço onde ela depositaria todos os pesos da saudade. E, envolta nos braços dele, ela finalmente flutuaria. Nesse instante ele seria dela, só dela. E não importava  se aquele abraço duraria segundos ou um minuto, porque naquele momento ela se sentiria infinita.
Ela sonhava com o dia que os lábios dele tocariam os dela e com um beijo eles selariam todas aquelas fantasias que ela havia cultivado durante todos aqueles meses de espera.
Ela sonhava que pela primeira vez na vida seria correspondida na medida certa, sem espaços vazios ou excessos transbordando. Eles se completariam, seriam apenas um. E esse seria o capítulo mais emocionante da história.
Mas enquanto ele não vinha, enquanto seus corações faziam dueto a distância, enquanto suas almas se completavam apenas através das palavras, enquanto suas bocas se encontravam apenas nos sonhos, ela escrevia. Escrevia na esperança de ter suas mãos entrelaçadas as dele, pois ela sabia que há quilômetros de distância ele também escrevia. E nesses detalhes eles se encontravam. Nesses detalhes eles ficavam juntos. E eram esses detalhes que tornavam a saudade mais suportável. Ela escrevia na esperança de preencher a ausência e senti-lo presente, até o dia que pudessem se reencontrar, segurar a mesma caneta e juntos começarem a escrever uma história a dois.
                                                                                                                             - Betina Pilch.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Indagações

Hoje o dia está ensolarado, porém o clima faz jus a estação atual.
Hoje o dia está parecido comigo: minha alma permanece ensolarada, mas meu coração está frio, tomado pela angústia de um amor que dói, machuca e tortura.
Até que ponto vai a beleza de um amor impossível?
Quantas angústias cabem em uma incerteza?
Todo bom leitor e admirador de romances sabe que contos de fadas são providos de obstáculos e complicações que tentam mudar o desfecho feliz da história.
É preciso conhecer a dor para saber o que é o amor. É preciso vivenciar a frieza do cinza para se permitir sentir o calor de um arco-íris. É preciso sentir a angústia da dúvida para reconhecer a beleza do "felizes para sempre".
Finalmente entendi o verdadeiro significado da frase: "Amor rima com dor". Não é que o amor sempre será sinônimo de sofrimento, mas é que temos que passar pela dor para desfrutar da felicidade através dele. Aprendi que para se encontrar a verdadeira felicidade através do amor, temos que adquirir experiência através da dor que ele nos causa.
Mas e se no fim não houver a tal felicidade? E se o amor estiver condenado à infelicidade eterna?
Novamente volto ao ponto de partida desse meu eterno ciclo vicioso: Quantas doses de desespero cabem em um "E se?”
Eu que sempre fui apegada as reticências e repugnei o ponto final, me vejo deixando ambos de lado na esperança de conseguir uma vírgula seguida de uma explicação. Espera frustrada. Nem reticências, nem ponto final, nem vírgulas. Estou condenada a interrogação.
Quão belo é o sofrimento do ponto de vista romântico?
O que me inquieta é saber que sou protagonista do realismo e não do romantismo.
O que me tortura é saber que encontrei um príncipe, mas não nasci destinada a ser princesa.
O que me entristece é saber que sou narradora observadora e não personagem.
Tornei-me coadjuvante da história que eu mesma escrevi. 
                                                                                                                - Betina Pilch

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A carta que foi entregue

Querido Ignácio,
¿Crees en amor a la primera mirada? Bueno, yo siempre fue una soñadora, una típica romántica soñadora. Soy una persona que lee un libro deseando que un día la historia acontezca conmigo. Escucho músicas pensando que las melodías podrían hacer parte de la banda sonora de mi historia de amor. Escribo con la esperanza de proyectar un poquito de mí en alguna protagonista. Quién sabe, un día, yo sea personaje principal de mi propia historia. Y, de repente, tu apareciste. El muchacho chileno tan guapo de ojos azules. Y, sí, luego me di cuenta de que tu eres mi príncipe que me ayudará a escribir mi propio cuento de hadas. Lloré anoche por saber que no nos veremos más, que fue solo una ilusión mía. Pero yo necesitaba decirte todo eso que provocó en mí, por más que parezca insensato. Además, insensatez es algo típico de la pasión, ¿no? Lo creo. ¡Socorro! ¿Qué hiciste conmigo? Estoy enamorada. Robaste mi corazón brasileño y dejaste mi cielo aún más azul. 
                                                                                      Con cariño, menina Betina Pilch.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Singelos devaneios


O chão está frio, a parede está úmida devido ao sereno da noite, o céu está escuro, quase negro, e algumas poucas estrelas servem de adornos celestes.
Sentada nesse chão, encostada nessa parede e encoberta pela escuridão, há uma menina admirando cada singelo detalhe e buscando o encanto na imensidão. Ela tem o coração liberto e aberto, em busca constante pela inspiração.
Estou olhando pra ela analisando cada respiração sua. Ela parece tão leve...
Com um caderno no colo e uma caneta na mão deslizando sobre o papel ela parece dançar com cada palavra que ali escreve. Pois essa noite ela resolveu bailar com as letras sob um céu enegrecido encantador.
Hoje ela resolveu ser feliz sem nenhum vestígio de dor.
Enquanto ela abraça as palavras e dança, fico parada olhando-a, atenta a cada movimento seu.
“Ela me reflete.” – Penso sem entender o que estava pensando.
E como se tivesse ouvido aquele meu devaneio ela vem em minha direção e diz: “Ei moça, venha cá dançar também.” E eu lhe pergunto: “Quem é você?” 
“Sou você” – Ela responde prontamente. “Moro dentro de ti. Estou aproveitando a melodia do mundo e dançando a fim de chamar sua atenção. Agora que consegui, dá-me sua mão e vamos nós, corpo e alma, dançar juntas como uma só.”
                                                                                                                            - Betina Pilch.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Descanse em paz, amor


Olá moço, como você está?
Sempre quis que essa pergunta fosse respondida da maneira mais sincera possível. Sempre quis saber como você realmente estava. Mas você é complicado, cheio de camuflagens e mistérios, mistérios que eu nunca consegui desvendar completamente.
Ah, moço! Você sempre viveu em volta de sombras, nunca deixou seus sentimentos expostos, eu nunca pude enxergar o que estava dentro desse coraçãozinho. Mas mesmo não compreendendo o que se passava aí dentro eu o amei, amei cada detalhe seu, amei cada sombra, cada mistério. Amei esse seu coraçãozinho complicado mesmo sabendo que ele nunca foi meu.
É que quando a gente ama, a gente cria esperanças grandiosas, impossíveis, e a razão ligeiramente se oculta. Meu coração sempre bradou mais alto que a razão, e bradava apenas por seu nome.
Mas sabe moço, há momentos na vida que a gente precisa, sobretudo, se amar. Há momentos na vida que precisamos resgatar o amor próprio e alforriar o nosso coração que estava preso ao passado por tanto tempo.
Eu o amei por muito tempo, o tempo nunca foi um empecilho para o meu amor, ele resistiu a todas as dificuldades. Sim moço, o amor que sentia por você era forte, muito forte, mas você nunca se permitiu sentir.
Quero que saiba que minhas palavras sempre foram suas, cada texto sempre foi seu, porque cada palavra que compõe os inúmeros textos que escrevo nasce no coração e são imortalizadas no papel. E você sempre habitou cada partícula da minha fonte de palavras, portanto cada palavra sempre teve um pouco de ti.
Hoje mais uma vez minhas palavras são suas, mas são palavras novas, nada parecidas com os infinitos clichês que já escrevi. Hoje moço, deixarei aqui minhas últimas palavras a você.
Eu nunca imaginei que fosse lhe dizer adeus, que me libertaria das lembranças e de todo sentimento que com todo cuidado e carinho eu cultivei por todos esses anos.
Mas um simples detalhe muda tudo. Um simples detalhe pode ser grande demais. E esse simples detalhe foi forte o bastante para demolir todas as minhas esperanças.
Eu sempre fui muito errada, nunca fiz sentido e sempre estraguei tudo. Eu nunca fui perfeita, mas moço, nem você foi.
Talvez eu tenha sido romântica demais e acreditado que tudo que vivemos foi um conto de fadas, mas infelizmente percebi que o roteiro só estava escrito nas minhas ilusões.
Acreditei que você era o meu príncipe e que eu era a sua princesa, acreditei que apesar de todo o trama para nos manter afastados, o final feliz viria, assim como nos livros e nos filmes que eu já li e assisti milhares de vezes.
Mas não moço, agora eu sei que você não vai voltar. Agora sei que o "felizes para sempre" não existe, pelo menos não para nós.
Hoje incrivelmente o céu está azul e as nuvens estão tão brancas que parecem algodão. Nada de cinza, nada de tempestades, nenhuma dor no coração.
Sim moço, nada de cinza e nada de tempestades. Tanto lá fora como aqui dentro tudo está muito claro e vívido.
Minha despedida não está sendo marcada por gostas salgadas escorrendo por minha face. Minha despedida não está sendo marcada por tristeza, moço. Porque lágrimas e tristeza estiveram presentes quando você ainda habitava em mim e agora que você se foi me restam apenas sorrisos e um coração em paz por finalmente ter se libertado.
Não moço, não irei morrer de amores, porque eu já estive morta por muito tempo. Hoje estou ressuscitando das cinzas, como uma fênix, e finalmente posso enxergar as cores novamente.
Você levou consigo todas as cores do meu arco-íris e espero que faça bom proveito, porque eu finalmente pintei um novo e esse jamais será apagado.
Abro a janela e sinto o ar puro preenchendo os meus pulmões, ao mesmo tempo meu coração se liberta das grades que sempre o prenderam às decepções.
Meu céu nunca teve tantas cores. Meu inverno nunca teve tantas flores. E a partir de hoje moço, meus textos terão menos dores. 
Deixo aqui minhas ultimas palavras a você, mesmo que você nunca tenha lido as primeiras e as tantas outras que já escrevi. Hoje deixo aqui um último texto, mais um texto que não será lido, mais um grito que não será ouvido. Enterro em meio a esse amontoado de palavras todos os sonhos meus... Esse caixão de sentimentos foi aberto com um Olá e agora fecho-o dizendo: Adeus!
                                                                                                                                               - Betina Pilch.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Sinto muito

Sabe moço, hoje está chovendo lá fora, o dia está insuportavelmente frio e minhas mãos estão trêmulas e gélidas. Finalmente o clima e meu corpo estão em sintonia com a minha alma.
Desde que você se foi tudo ficou mais cinza, clichê eu sei, mas eu não poderia deixar de fazer essa comparação. Porque todas as vezes que olho para esse céu acinzentado eu lembro de mim. Você levou consigo todas as cores do meu arco-íris. Hoje, eu sou apenas pedaços de um ser incompleto, minha metade se foi e ninguém mais se encaixa.
Mas sabe moço, eu não quero que você volte. Porque você é como um furacão que chega inesperadamente e devasta tudo que vê pela frente. Te vi ir e voltar tantas vezes que já sei de cor as consequências dessa sua inconstância.
Todas as vezes que você ia embora eu me revezava entre saudade e desespero. Chorava, gritava, me exasperava o dia inteiro.
Você sabe moço, eu sou feita de dramas e sentimentos, porque se for para sentir só um pouquinho eu prefiro nem sentir. Mas você nunca gostou de ser amado, não por mim.
Você nunca gostou do meu amor, você gostava de transformá-lo em dor.
Meu coração se tornou seu playground favorito e quando você se sentia entediado era aqui que você vinha brincar. Você amava, mas amava brincar com as minhas emoções. Mas moço, não me leve a mal, esse playground finalmente está fechado para visitações.
Lá fora a tempestade cai, a chuva escorre do céu e aqui as lágrimas escorrem por minha face, porque sei que todo o sentimento está morto, resolvi escrever cada lembrança em uma lápide.
Hoje moço, eu continuo sentindo, eu sinto muito, mas sinto muito por você... Por você ter deixado todo aquele sentimento tornar-se cinzas de um passado incendiado, um sentimento que era seu, mas você nunca fez por merecer.
                                                                                                                                        - Betina Pilch.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A magia de um sonho real

Ontem eu cantava e sonhava, 
eu imaginava e chorava, 
mas nada se concretizava.
Um mundo melhor era só uma utopia, 
O brado retumbante do tal povo heroico era apenas ilusório.
Ordem e progresso era só uma frase, não uma sina. 
O Brasil sempre fora de um povo acomodado e inglório.
Em meus textos escritos eu depositava a desesperada esperança de que o povo ia acordar.
Mas o despertar do povo era apenas poético e quase impossível de se realizar.
Ontem eu estava perdendo a confiança, 
perdendo a esperança, 
desistindo de acreditar.
Estava sendo vencida pelo cansaço, 
estava cansada de me decepcionar.
Sentia vergonha de viver em uma país que não fazia jus ao seu hino e a sua história.
Um país que não valorizava seus heróis do passado, na ditadura exilados e mortos com glória.
Hoje eu continuo cantando e sonhando.
Imaginando e chorando.
Mas estou vendo tudo se concretizando.
O cenário atual é um sonho real.
A revolução é verdadeira. 
Hoje sinto orgulho dessa gente brasileira!
O despertar foi geral, 
todos enfim podem enxergar.
A união foi nacional, 
todos enfim começaram a lutar.
O Sol da liberdade em raios fulgidos está brilhando no céu da pátria nesse instante.
Hoje o povo brasileiro merece aplausos por seus manifestos constantes.
Hoje tenho esperança de conquistar o penhor da igualdade, 
pois os braços fortes estão lutando por uma nova realidade.
Minhas rimas são pobres perto da riqueza dessa revolução.
Estamos rumo a ordem e ao progresso, lutando pela nossa nação.
Somos filhos honrados da pátria amada, idolatrada.
Estamos caminhando e cantando felizes por essa estrada.
Estamos fazendo jus a nossa conquistada democracia.
Lutando por cada direito que a constituição prometia.
Nos deparamos com uma ditadura camuflada,
mas é questão de tempo para o povo derrubá-la.
Estamos conquistando um espaço nosso nessa decadência.
Juntos iremos erguer o Brasil e libertar nossa essência.
Imortalizo aqui minha alegria transbordando em meras palavras escritas.
Deposito aqui meus sorrisos por poder crer novamente na vida.
Que venham exércitos, tropas, canhões.
Nossa força é maior e enfim está centrada em multidões.

sábado, 25 de maio de 2013

Luz no fim do túnel


Era uma noite sombria lá fora e aqui dentro eu não enxergava nada.
Meu coração estava em coma e minha razão completamente perturbada.
Lembrei que a noite parecia a vida, que de tão mal vivida adoeceu. Percebi que a cegueira me lembrava desse alguém desconhecido que hoje chamo de Eu.
Fiquei tentando encontrar aquele Eu antigo, que havia sido substituído, e agora perdido não podia mais ser encontrado.
Tentei rimar algumas palavras, mas dessa vez até mesmo a poesia havia me abandonado.
Rabisquei alguns clichês: "Saudade, infelicidade" "Escuridão, solidão" "Amor, dor", entre outras rimas que de tão clichês perderam o seu real valor.
Desencantada eu estava com a vida, com o mundo, com tudo.
Aprisionada e sem saída, com medo do escuro, sem escudo.
Sozinha, perdida, desesperada. 
O meu grito havia sido silenciado e a angústia era só o que me restava.
As lágrimas se esgotaram, enfrentei a seca em um deserto gelado.
Os sentimentos bons me abandonaram, tristeza e solidão eram as únicas que permaneciam ao meu lado. 
Em meio a esse degradê de cinza que eu pintei, bem no fundo das memórias o arco-íris eu avistei. Era um colorido vívido, e dos sonhos eu lembrei.
Havia me tornado o clichê mais triste que eu conhecia, mas constantemente sentia saudade daquela alegre menina. 
Quantas vezes ela havia lutado, sido guerreira e enfrentado tantos amores frustrados? Quantas vezes ela havia sorrido, havia pedido para que não desistissem de um conto de fadas, e pelos outros ela havia sonhado?
Comecei a percorrer aquela tortuosa estrada, bradando por aquela menina abandonada. Decidi por fim que iria tentar resgatá-la, por mais difícil que fosse enfrentar essa batalha.
                                                                                                                                      - Betina Pilch.

domingo, 12 de maio de 2013

"Serei sempre eu, as palavras, e o resto é nada mais"


A solidão era sua melhor companhia. Estar consigo mesma era a forma mais agradável de não sentir-se sozinha.
Sua solidão tinha como adornos reflexões, sonhos, sentimentos, lápis e papel. Munida de grafite e uma folha em branco ela viajava por entre as linhas e voava tão alto que conseguia tocar o céu.
Em dias tempestuosos acendia o abajur da esperança e esse brilhava intensamente enquanto o Sol não vinha.
Em dias frios se enrolava no amor por seus sonhos e esse carinhosamente lhe aquecia.
Era uma garota apegada à metáforas e amante do idioma poético, a poesia habitava seu coração, alma e até mesmo seu sistema esquelético.
Romantizava a vida e era apaixonada pelas palavras, e por mais mundos que conhecesse através da leitura, sabia que a escrita era a sua morada.
Talvez fosse tola por depositar suas esperanças em letrinhas aparentemente insignificantes, mas não podia evitar, seu coração era formado por vogais e consoantes.
                                                                                                                                     - Betina Pilch.

domingo, 28 de abril de 2013

Um jardim de tristezas


Hoje eu chorei. E a cada lágrima escorrida eu esperava meu interior se acalmar, a fim de que as dúvidas e incertezas se esvaíssem definitivamente. Uma pena que as lágrimas não tenham relação com a razão. Sentimentos e raciocínio não trabalham juntos, são opostos, inimigos em constante conflito.
Os medos me assombravam a cada gota salgada que encharcava a minha face, me perdi em meio aos devaneios e na tristeza me acomodei.
Nada se compara ao medo de não ter a quem recorrer, ao medo de estar perdida em um labirinto de angústias sem saída. 
Perdida e sem ter para onde ir, sentei em meio ao nada e me pus a vasculhar meus aprendizados. Percebi que quando os sentimentos chegam, eles escravizam a razão sem possibilidade de carta de alforria e minha mente escravizada se amedrontou ao perceber que talvez nunca possa se libertar.
Me tornei mais coração do que razão, mais poesia do que argumentos. Poetizo as entrelinhas de cada neurônio e artéria que se dispõe à loucura de sonhar e sentir. E poetizando a vida, a cada novo verso percebi que minhas rimas se repetem. Eu aprendi a cultivar o clichê e nesse ciclo vicioso não encontrei outra rima para o amor se não dor.
Cheguei ao meu limite, estava exausta de regar o jardim do meu coração na esperança de ver flores já mortas cheias de vivacidade novamente. Mas me apeguei às impossibilidades e ao limpar meu jardim percebi que novos botões de flores haviam chegado, mas eu já não sabia mais como cultivá-los - talvez meu solo não fosse mais fértil.
Não queria que flores tão bonitas morressem, mas eu não sabia mais o que fazer para vê-las desabrocharem.
Fui tomada pelo pavor, fechei meus olhos empurrando as lágrimas para fora, convivendo com as minhas dúvidas, medos e angústias enterrados em meu solo infértil. 
E por fim entendi que a venustidade da vida se encontra na ignorância, no fato de não sabermos de nada por mais certezas que tenhamos. 
                                                                                                                                  - Betina Pilch.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Queda Livre


Maldita e bendita insegurança essa que nos persegue em meio aos sentimentos. Sim, maldita e bendita, tão contraditória quanto o amor.
Amor esse que as vezes nos cega e vez ou outra nos faz ampliar os horizontes e ver a vida por ângulos novos, muitas vezes mais belos, mais mágicos.
Magia essa que nos faz ilusionistas da própria mente, que nos desperta sonhos intensos e aparentemente sem possibilidade.  
Impossibilidade essa que nos mantém cautelosos na hora da entrega, mas que pouco a pouco se mostra possível a cada pontinho de esperança cultivado.
Somos inseguros e medrosos por natureza quando vivenciamos sentimentos nascendo dentro do nosso órgão frágil e palpitante, nos apegamos a cautela e ao receio por pena de ver nosso coraçãozinho adquirir novas cicatrizes por culpa de nós românticos intensos e insensatos. 
Esperamos por garantias, mesmo convictos de que a vida é incerta. Vivemos na espera de ter certezas para só então nos entregarmos a uma possibilidade, e dessa forma morremos sem tentar. 
Temos medo de nos entregarmos e não conhecermos a reciprocidade. Porque o amor é como um precipício, e não é todos que curtem a adrenalina de se jogar dele, porque sabemos que as probabilidades de cairmos em queda livre no chão são consideravelmente grandes. E então esperamos por alguém que nos ofereça um paraquedas, uma garantia de que não iremos cair e nos espatifar lá em baixo. E de preferência queremos alguém que nos ofereça o paraquedas, e a sua companhia para pular junto conosco.
                                                                                                                - Betina Pilch.

domingo, 17 de março de 2013

Não deixo-te ir


Não deixo-te ir, mesmo que já tenhas saído da minha vida. 
Não deixo-te ir, e dia-a-dia te vivo em minhas feridas. 
Não deixo-te ir, porque tenho em mim a desesperada esperança de que vais voltar. 
Mantenho em mim a fantasia de que meus delírios vão se concretizar. 
Não deixo-te ir, te aprisiono nas masmorras do meu eu, 
algemado nas grades do meu coração.
Te sinto presente em cada sorriso, em cada erro meu, 
em cada canção. 
Não deixo-te ir, pois és parte de mim, 
és meu tormento sem fim, 
és meu refúgio em meio ao vazio,
és meu subterfúgio para viver. 
Não deixo-te ir, pois lembro de quando sorriu, 
de quando eclodiu o amor 
e de quando soube o lado bom de sofrer. 
Não deixo-te ir porque te amei em cada sofrimento, 
amei cada devaneio, 
te amei a todo momento. 
Não deixo-te ir, mesmo que já tenhas ido, 
mesmo que já tenhas me ferido, 
mesmo sem nunca ter te tido. 
Não deixo-te ir meu querido, 
e te mantenho vivo, 
aqui bem escondido, 
dentro das minhas contradições sem sentido. 
Não deixo-te ir, 
e nunca deixarei, 
pois não existe ex-amor, 
e só eu sei o quanto te amei.
                                                                                                          - Betina Pilch.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Análise de uma mente incompreendida.

Do quadro negro vi imagens psicodélicas se manifestarem. Observei as cores e tentei decifrar tais mensagens: ideais camuflados e incompreendidos se arrastavam naquela dimensão; Pensamentos espalhados e doloridos se dispersavam na escuridão. Uma confusão de neurônios e artérias palpitantes me atormentavam. Perdida em devaneios tolos, em meio a loucura meus sentimentos se deitavam. Adormeci no sono eterno da inconformidade, tinha como sonho indagações e nenhuma verdade. Contrariedades diante de certezas inquestionáveis, complexidade diante de sentimentos cheios de simplicidade. Incompreendida para o mundo e para mim, só tinha conhecimento da minha inquietude sem fim. Uma loucura intensa, uma mente paranormal. Eu possuía apenas a certeza de que nesse mundo não vale a pena ser normal.

sexta-feira, 1 de março de 2013

"Com licença, eu vou à luta!"


Sonho com um mundo livre de impunidades, em que a educação seja prioridade, e o menos favorecido também tenha seu valor. Sonho com um mundo mais humano, onde o amor seja soberano e os governantes se igualem ao trabalhador.
Sonho com um mundo sem violência, que desperte a inteligência em sua nação. Sonho com uma política transparente, que lute pelo direito da gente, que respeite o cidadão.
Sonho com um mundo melhor em que o jovem tenha um poder maior, sonho com o dia que iremos manisfestar nossa indignação e os nossos brados conseguirão extinguir a corrupção.
Sonho com um mundo em que os líderes cumpram seus deveres e honrem mais aqueles que acreditaram em seu potencial, sonho com o dia que a população cobrará os seus direitos e que transformará a ilusão em algo real.
Sonho com o dia que a imposição perderá a sua voz, e que a conformidade não existirá mais dentro de nós. 
Sonho com um mundo em que o povo exerça seu papel na nação, que não cale a sua voz e que lute pelo que está dentro do seu coração.
Posso ser louca quando sonho, mas prefiro continuar a sonhar, porque os sonhos geram a esperança e a esperança gera forças para lutar.
Aqui imortalizo o desejo de mudança, a desesperada esperança que o mundo vai acordar. Com licença, vou à luta, os meus sonhos estou indo tentar realizar!
                                                                                                                                             - Betina Pilch.  

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Lacunas Poéticas.


Esperei te ver voltar no futuro, mas não.
Esperei pelas férias de julho, em vão.
Achei que o inverno esfriaria as memórias, 
passaram-se quatro estações e ainda lembro de nossa história.
O peso das palavras não ditas parecem toneladas,
que carrego nas costas ao caminhar essa tortuosa estrada.
Caminhei sozinha por sua esquina,
percebi o quanto sou uma frágil menina.
Perdida em labirintos de saudades sem fim,
torturo-me e pergunto-me "Por que teve de ser assim?"
Imersa em um mar de dúvidas, imaginando o que poderia ser feito,
tendo que conviver com as lacunas, que você deixou em nosso romance quase perfeito.
- Betina Pilch.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Ditadura camuflada.


Democracia ilusionista a nos cegar.
Cegueira derradeira a nos guiar.
Um constituição falha nos sendo imposta.
A tal liberdade pesando em nossas costas.
Um verdadeiro faz de conta nos cercando.
O poder majoritário nos manipulando.
Crentes em uma mentira e devotos do não conhecimento.
O raciocínio humano em constante racionamento.
A escravidão abolida somente na teoria,
escravos do sistema e desconhecedores da sabedoria.
Todos vivemos entre a cruz e a espada.
Eu lhes apresento a atual ditadura camuflada.
                                                                                                       - Betina Pilch.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Rimas Empoeiradas.


Viver, amar, sofrer.
Sonhar, sorrir, chorar.
Correr atrás da felicidade, fugir da monotonia e da saudade.
Fechar os olhos e descansar sem nenhum pudor.
Não se aventurar, se deixar levar, por esses sonhos de amor.
Se entregar na dose certa, de forma correta, sem se frustrar.
Ter expectativas, ouvir melodias, mas não se apaixonar.
"Porque quem ama sofre" - Uma filosofia de valor.
É como já disse o poeta: "Amor rima com dor." 
                                                                                                             - Betina Pilch.