domingo, 12 de maio de 2013

"Serei sempre eu, as palavras, e o resto é nada mais"


A solidão era sua melhor companhia. Estar consigo mesma era a forma mais agradável de não sentir-se sozinha.
Sua solidão tinha como adornos reflexões, sonhos, sentimentos, lápis e papel. Munida de grafite e uma folha em branco ela viajava por entre as linhas e voava tão alto que conseguia tocar o céu.
Em dias tempestuosos acendia o abajur da esperança e esse brilhava intensamente enquanto o Sol não vinha.
Em dias frios se enrolava no amor por seus sonhos e esse carinhosamente lhe aquecia.
Era uma garota apegada à metáforas e amante do idioma poético, a poesia habitava seu coração, alma e até mesmo seu sistema esquelético.
Romantizava a vida e era apaixonada pelas palavras, e por mais mundos que conhecesse através da leitura, sabia que a escrita era a sua morada.
Talvez fosse tola por depositar suas esperanças em letrinhas aparentemente insignificantes, mas não podia evitar, seu coração era formado por vogais e consoantes.
                                                                                                                                     - Betina Pilch.
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